domingo, 21 de abril de 2013

O GRANDE TESTE

1 – Em primeiro lugar, leia com atenção o texto todo até o final.
2 – Escreva seu nome e sobrenome na parte superior direita da folha.
3 – sublinhe a palavra “nome” do ponto anterior.
4 – Acima e a esquerda da folha, desenhe cinco quadrados pequenos.
5 – Faça um círculo ao redor de cada quadrado.
6 – Na margem inferior da folha, multiplique 70 por 32.
7 – Desenhe uma árvore no espaço em branco da folha.
8 – Escreva em letras bem grandes, atrás dessa folha, o número 107.
9 – Se você for o primeiro a chegar a este ponto, diga em voz alta: “Sou o primeiro”.
10 – Agora, se você leu o texto todo com atenção, responda somente à segunda pergunta e entregue sua folha ao professor.

Fonte: BATLLORI, J. Jogos para Treinar o Cérebro. Madras, 2009

A LEITURA É FUNDAMENTAL!

ITENS DE OBSERVAÇÃO - CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR



DISLEXIA
A dislexia é um distúrbio na leitura que acarreta dificuldades também na escrita. Normalmente, é detectado na fase de alfabetização, período em que a criança inicia o processo de leitura de texto, devido à dificuldade do aluno em aprender o código gráfico.
A palavra DISLEXIA tem origem no latim: dis, que significa “mal”, e lexia, que significa “leitura”: portanto dificuldade de leitura.
Um dislexo pode:
- possuir dificuldade para soletrar palavras
- confundir letras com grafia parecida: b/d, p/q, m/n, n/u, a/e, etc...
- inverter sílabas: em/me, sol/lós, par/pra
- adiciona ou omite sons: casa-casaco, prato-pato
- Ao ler pula linha ou volta para a anterior
- ter dificuldade para soletrar palavras
- apresentar leitura lenta demais, se comparado com crianças da mesma idade
- mover os lábios ao ler, murmurando.
- frequentemente não consegue orientar-se no espaço, sendo incapaz de distinguir direita e esquerda. Essa traz dificuldades para se orientar com mapas, globos e o próprio ambiente
- usar os dedos para contar
- ter dificuldade de lembrar sequencias: letras do alfabeto, dias da semana, meses do ano, etc
- apresentar dificuldade apara aprender a ver as horas
- não conseguir lembrar de fatos como horários, datas, etc
- possuir dificuldade de lembrar nomes, objetos, sons, palavras ou mesmo letras
- conseguir copiar corretamente, mas em uma atividade de ditado ou redação mostrar grandes complicações
- ser uma criança inteligente, criativa para muitas tarefas e demonstrar grandes dificuldades na escrita ou leitura
- ser rotulado de preguiçoso, imaturo, hiperativo ou desatento
- apresentar ótimos resoltados em provas/ testes orais
-desenvolver habilidades em atividades de artes, música, teatro e esportes
- apresentar dificuldades persistentes
- demonstrar insegurança e baixa autoestima
- se recusar, muitas vezes, a realizar atividades
- as vezes apresentar agressividade com professores e colegas, ou ser muito tímido, ou ser o “palhaço” da classe
- as vezes dizer “não sou capaz, não sei, não consigo” mesmo antes de tentar realizar o proposto.

DISGRAFIA
A disgrafia é caracterizada por problemas com a linguagem escrita, dificuldade de comunicar ideias e de demonstrar conhecimentos por meio desse canal de comunicação específico.
As pessoas que apresentam disgrafia podem apresentar graves comprometimentos no traçado de letras, números, podem cometer erros ortográficos severos, omitir, acrescentar ou inverter letras e sílabas. Sua dificuldade espacial aparece na falta de domínio do traçado da letra, subindo e descendo linha demarcada para a escrita.
Há disgráficos com letra ma grafada, mas legível, porém outros apresentam letras que quase não deixam possibilidade de leitura, embora eles mesmos sejam capazes de ler o que escreveram. É comum que disgráficos também tenham dificuldade em cálculos matemáticos.
Os alunos disgraficos podem:
- possuir “letra feia”
- demorar muito mais para fazer uma tarefa do que outras crianças
- retocar as letras muitas vezes
- possuir letras impossíveis de serem compreendidas
- amontoar as letras
- apresentar má organização da página
- apresentar má organização das letras
- fazer inversão de sílabas
- fazer omissão de letras
- grafar letras espelhadas
- fazer escrita contínua ou com separações incorretas
- ter dificuldade em anotar um simples recado em uma folha de papel
- inclinar a cabeça e entortar o papel na hora de escrever
- ter dificuldade na coordenação motora fina


DISCALCULIA
Para muitas crianças, aprender matemática é um sofrimento. Muitos não entender o que aqueles números estão fazendo ao lado daqueles sinais gráficos e o entendimento se torna muito difícil. Para algumas pessoas, essa dificuldade pode parecer preguiça ou desinteresse, mas não é bem assim. As crianças com dificuldade em aprender matemática apresentam um distúrbio que pode ter origem em outras dificuldades, como dificuldades na memória auditiva, percepção visual e outros.
O aluno com discalculia pode:
- ter dificuldade em memorizar os números quando ditos oralmente;
- ter dificuldade em entender situação-problema: sabe fazer a conta, mas não consegue interpretar o problema;
- ter dificuldade na percepção visual, trocar com números, por exemplo: 6 por 9, 3 por 8, 2 por 5;
- ter dificuldade em visualizar conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior;
- ter dificuldade em conservar a quantidade, ou seja, não entende que quatro moedas de 25 centavos tem o mesmo valor de um real;
- ter dificuldade de associar antecessor e sucessor;
- ter dificuldade de compreender os sinais das quatro operações básicas;
- dificuldade em montar operações matemáticas.

DISORTOGRAFIA
A disortografia é a dificuldade de fazer associação entre os fonemas (sons das letras) e os grafemas (escrita das letras). É muito comum vermos alunos, em fase de aquisição de escrita, apresentarem confusão entre o uso da letra F ou da letra V para escrever FACA, mas a partir do segundo ano de escolarização, já é esperado que a criança possa perceber as diferenças sonoras entre as letras e assimilar seu conhecimento. Quando essa dificuldade persiste nas primeiras séries do Ensino Fundamental, podemos dizer que a criança apresenta uma disortografia.
A principal característica de um aluno com disortografia é a confusão entre as letras, sílabas e palavras na escrita. Essa dificuldade pode ou não estar associada a trocas na fala desses mesmos fonemas.
Um aluno com disortografia pode:
- possuir trocas de letras dos pares mínimos, como faca/vaca, chinelo/jinelo, porta/borta, dente/tente;
- fazer adições de sílabas, como ventilador/ventitilador
- fazer omissões de letras como cadeira/cadera, branco/banco
- fazer contaminação de sílabas, como pipoca/picoca.

PARA SABER MAIS, PROCURE UM PSICOPEDAGOGO.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

JOGO PARA TRABALHAR ALFABETO, ORDEM ALFABÉTICA, LETRA INICIAL, CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA




ORIGEM: sites de relacionamento

IDADE: a partir dos 5 anos

MATERIAIS:
- 26 fichas contendo cada uma delas uma letra e duas figuras, uma cujo nome da imagem se inicia pela letra referida e a outra não;
- Pregadores de madeira revestidos com EVA, com uma letra do alfabeto em destaque.

OBJETIVO:
A criança deverá identificar as letras da ficha e localizar o pregador. Após deverá sinalizar colocando o pregador na palavra que se inicia com aquela letra.

OBS: o aplicador vai mediando os erros e questionando os acertos, afim de que a criança pense a respeito e sinta-se segura em relação as suas escolhas. O mediador pode dar ênfase aos fonemas, para facilitar as escolhas e/ou solicitar que a criança pronuncie os mesmos (se isso já tiver sido trabalhado com ela);
Podemos solicitar que coloquem as fichas em ordem alfabética, bem como outras explanações como a escrita das palavras, entre outros.


Dislexia


A Dislexia é uma dificuldade específica de aprendizagem relacionada com a linguagem falada e escrita. Ela ocorre em pessoas com desenvolvimento cognitivo normal.
Crianças com Dislexia normalmente apresentam problemas emocionais e comportamentais, já que a mesma quando não detectada pode levar ao insucesso escolar.
A dislexia é uma dificuldade de aprendizagem no acesso a rota lexical, ou seja, a parte do cérebro que está relacionada à linguagem, no caso dos dislexos, recorre somente à área que processa fonemas e é falhas na identificação de palavras, tornando a leitura um grande esforço.
Por conseqüência dessa dificuldade muitos indivíduos dislexos sofrem com baixo auto-conceito, desmotivação, atitude depressiva, acusação de preguiça pelos familiares, angustia em sala de aula com medo da exposição, insegurança, etc.
A dislexia pode estar relacionada com outras dificuldades, tais como: disgrafia, discalculia, deficiência de atenção, hiperatividade, etc.
O diagnóstico da dislexia se dá através de uma avaliação multidisciplinar e de exclusão, ou seja, deve ser conduzido por diversos profissionais, tais como: psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos, oftalmologista, neurologista, etc. Cada profissional irá analisar e avaliar dentro de sua área visando descartar outras possibilidades.
Embora a avaliação só deva ser realizada após o ingresso no Ensino Fundamental e a criança já tendo percorrido a etapa de alfabetização (aproximadamente 8 anos), podemos identificar crianças menores para desenvolver um trabalho preventivo observando alguns aspectos, tais como: história da familiar com dislexia, atraso na aquisição da linguagem, dificuldade de nomear objetos, habilidades motoras deficientes para sua faixa etária, dificuldade para identificar rimas.
Caso esses sintomas não sejam remediados na pré-escola, na fase escolar podem permanecer, bem como acrescidos de outros, tais como: dificuldade na aquisição da leitura e escrita, desatenção e dispersão, dificuldade em copiar da lousa, confusão entre direita e esquerda, dificuldade na memória de curto prazo, troca de letra na escrita, falta de interesse na leitura, etc.
Após o diagnóstico de dislexia se faz necessária uma intervenção psicopedagógica com urgência, com trabalhos que abranjam o aprendizado da leitura, o desenvolvimento de habilidades multissensoriais, o trabalho lúdico e o trabalho compartilhado com a família.
Além do trabalho realizado pelo psicopedagogo a família deverá dar suporte emocional e social a esta criança ou adolescente. Os pais podem auxiliar na rotina diária, com cores diferentes, palavras e imagens relacionadas à atividade, utilizar bilhetes coloridos no espelho, geladeira para lembrá-los de seus compromissos; organizar sempre materiais e roupas com antecedência; estabelecer e manter um horário razoável para o sono; criar o hábito de leitura em conjunto e bate papo sobre o que foi lido; manter um local próprio para o estudo, longe da TV, telefone; ter sempre alguns telefones de amigos para solicitar ajuda caso à criança não se lembre das tarefas, trabalhos que tem que entregar.

Vejam o vídeo:




Para saber, entre em contato.

Juliana Almeida
Psicopedagoga
ABPp 221/SP

95222-9940 (Tim) / 969670138 (Oi)
psicopedagogajuliana@hotmail.com